quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Diferente...

Foi real, não te criei ou imaginei diferente do que é.

Não fiz dos seus defeitos um contra, nem imaginei que você era exatamente aquilo que eu precisava em uma pessoa.
Não é. Eu não precisei de você. Só quis você. Simples assim, não era necessidade. Era sobre vontades.

Faltou cumplicidade, mas mesmo assim, definitivamente senti alguma coisa por você e nem me preocupei em definir o que era... Sabe que quando a gente dá nome pras coisas elas passam a existir né?
Então ficou mais ou menos um sentimento anônimo. E em meio a isso fui percebendo sem querer, que todas as tentativas foram frustradas quando eu pensava que não tinha que pensar em você. Quando eu falava que não tinha que falar com você. Percebi, de repente, que quanto menos eu lembrava que precisava te esquecer, eu fui esquecendo.

E nem foi fácil, por mim eu te escolheria, foi bem difícil.

Sonhei, doeu, lembrei. Criei mais ou menos 523 vidas com você do meu lado, mas você não me convenceu quando disse que era pra sempre e passou... aquela coisa de você ter tanta fome que chega uma hora que a fome passa. E foi isso. No fim das contas você só percebe que algo que deixa de fazer sentido assim do nada, na verdade nunca fez sentido algum.

E é uma pena.

1 comentários:

  1. Ele é lindo, inteligente, sensato e ainda escreve assim, tudo que agente pensa, sente muitas vezes, mas não consegue expressar. Ter você na minha vida é muito bom menino.

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